Não sejas peco

Não sejas peco

2019-12-23

A minha Avó materna dizia-me isto quando se tratava de pedir. Claro que se referia a guloseimas e afins e eu era um catraio de palmo e meio. Mas, estando nós no Natal, faz a expressão todo o sentido ser recuperada.
Passamos o ano a clamar excelência, resultados, evolução entre outras coisas que entendemos nos poderem conduzir a um estadio melhor. Hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje.
Para o Natal de todos peço saúde, paz, tempo, bons petiscos tradicionais, bons vinhos e licores. Contactem os que há já algum tempo não ouvem, escrevam para os que estão longe, partilhem com alguém conhecido e que sabem passar um momento menos abonado.
Temos o Natal aí à porta com toda agente a dizer que já é Natal outra vez, que o ano passou demasiado depressa e já a lançar previsões para o próximo ano que se avizinha. Nesta altura todos fazemos um ponto-de-situação pessoal, familiar e profissional analisando estes últimos doze meses e procurando definir um rumo melhor para os próximos doze.
O Natal é por excelência o tempo da família e, com destaque, das crianças. São elas quem mais vibra com as luzes, as cores e os sons tão característicos desta época. E o que dizer dos doces, respeitando cada casa e região, que pelo Natal a todos trazem boas memórias e servem de distracção para o longo serão de dia 24 entre boas conversas e histórias. É um tempo em que há sempre um minuto para falar com alguém que está mais longe e já não ouvimos por vezes há um ano, para fazer votos de saúde e paz até àqueles que, sejamos sinceros, nos fazem a guerra, e partilhar com os Amigos mais um ano passado em conjunto. Esta é uma fotografia que eu gosto de pensar que pode simbolizar o Natal
Mas nesta altura do ano há uma azáfama indescritível em tudo o que possa, ainda que de forma muito rebuscada, ser o Natal. O espírito do Natal? Não, o espírito comercial associado ao Natal.
Com mais intensidade desde a última semana de Novembro o mundo parece parar e focar-se num único ponto: compras. É um corrupio indescritível, uma confusão avassaladora.
Assim investimos o tempo e andamos exasperados em fechos e jantares e compras de prendas e filas e confusão. Talvez também por isso gosto cada vez menos do Natal. Nada me diz esta convulsão comercial efémera.
Ao ver a ‘guerra’ sem quartel que se instala na cidade e a mudança nas pessoas pergunto-me: Estaremos a ser ponderados? Qual é o nível de desperdício associado? Estaremos a ser social, pessoal e profissionalmente eficientes?
Deixo-vos estas perguntas conjuntamente com os meus votos de um Santo Natal com família, paz, saúde e uns bons petiscos. Ah, e nestas coisas, que são as que contam, não sejam pecos.
Não nos esqueçamos que “A melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda a imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje” – Dale Carnegie.
Então aceite o desafio
Start, Go, Walk, Run, Drive...
Até 2020.

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