Inovação no processo como estratégia de progresso

Inovação no processo como estratégia de progresso

2019-10-25

Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova e eminente referência nacional e internacional em termos de inovação, afirmou sobre esta que “É uma questão de "cultura" dinâmica que se traduz em novas soluções de conceitos. A inovação deve ser transversal. Inovar com algo completamente diferente e melhor, a invenção engenhosa, não é fácil. O que está disponível para todos é a observação de outras realidades e estudar a sua aplicação à nossa. Em duas palavras: inter-actividade (de áreas, hibricidade, curiosidade, etc.) e paixão (obsessão por fazê-lo bem).”

No mesmo texto e falando sobre barreiras ao sucesso Paulo Pereira da Silva diz que na sua visão “existem duas barreiras principais. Por um lado, a mais séria, na minha opinião, é a auto-censura. Às vezes pensamos que esta ou aquela ideia que nasce no seio da marca é uma ideia "maluca" ou que não terá sucesso, (principalmente se a ideia não for sua), e acaba na lixeira. Estou convencido de que existem milhares de ideias magníficas nas fábricas de papel do mundo. A segunda seria o medo da mudança, do risco, quando o maior risco é certamente "não correr riscos".

Os puristas dirão que isto é literatura cinzenta sem valor por falta de validação entre pares. Isto é a capacidade de aliar teoria e prática e apresentar resultados fantásticos sustentados em inovação incremental (onde encontramos kaizen, o conceito japonês de "melhoria contínua") e inovação radical ou disruptiva (onde encontramos kaikaku, palavra japonesa para "mudança radical").

Quando li estas palavras lembrei-me imediatamente da ‘’viagem’’ de Toyoda e Ohno e da máxima deste último: ‘’vai e vê’’. Foi assim que a Toyota superou os seus desafios e deu ao mundo um trilho de sucesso. Recordei também o conceito de observação cega que nos dá a ‘visão’ dos outros sentidos e que complementa de forma abrangente o conhecimento de uma realidade. Ou seja, a inovação pode ser introduzida no nosso processo atendendo que é uma introdução de novas ferramentas, metodologias e cultura num ambiente circunscrito e totalmente categorizável. Ou seja, é referente à organização, espaço, ambiente e realidade em causa. Será este o espaço onde se terá que, considerando todo o exterior, definir a estratégia de progresso da organização e perceber se a mesma passa por reformular o processo vigente, um novo produto, um novo serviço ou outro caminho.

Mais, inovação pode ser também definida como fazer mais com menos recursos, por permitir gamas de eficiência em processos, quer produtivos quer administrativos ou financeiros, quer na prestação de serviços, potencializar e ser motor de competitividade. A inovação, quando cria aumento de competitividade, pode ser considerada um factor fundamental no crescimento económico da empresa e, por inerência, da sociedade. Inovação é um processo criativo, transformador, que promove ruptura paradigmática, mesmo que parcial, impactando positivamente na qualidade de vida e o desenvolvimento humano. Aqui enquadramos a inovação organizacional como implementação de novos métodos organizacionais na prática do negócio, organização do trabalho e até relações externas.

Quando a organização define que a sua estratégia de progresso, onde responde ao quem-quais-como, passa por fazer o mesmo, (dar ao cliente final a mesma resposta), de modo diferente está a dizer que para ser capaz de o fazer tem que se reestruturar internamente. Será o potencial primeiro nível de uma caminhada lean. É uma inovação a um nível micro com foco no processo e na estrutura organizacional, cujo objectivo é o aumento de eficiência e desempenho, o aumento de competências técnicas e sociais e capacidade técnica para melhoria do desenvolvimento e comunicação de serviços e produtos. Tem por isso um forte impacto na redução de custos operacionais, (que é o item com mais visibilidade), mas a verdadeira essência é a mudança cultural organizacional.

Lembre-se que o hoje é o amanhã sobre o qual se preocupou ontem e que “A melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda a imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje” – Dale Carnegie, por isso aceite o desafio

Start, Go, Walk, Run, Drive... LEAN

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